Como obter crédito em 24 horas

Nos últimos anos, com a crise financeira que tem afectado o mundo ocidental, os créditos rápidos têm ganho grande popularidade junto dos particulares. Com o aumento do desemprego, do custo de vida e a diminuição das remunerações, cada vez mais pessoas têm sentido dificuldades para dar resposta às suas contas, acabando por se endividarem. Estes créditos urgentes assumem-se assim como uma solução fácil, rápido e extremamente eficaz. No entanto, são também um pau de dois bicos, uma vez que comportam outros tantos inconvenientes que, se não estiver preparado, podem contribuir para piorar o seu problema em vez de o resolver.


Estes créditos urgentes são empréstimos de baixa quantidade, normalmente entre os 500€ e os 10.000€, com prazos flexíveis de devolução, que normalmente vão até aos 90 meses. Têm como grande vantagem o facto de permitir adquirir a totalidade do dinheiro num curto espaço de tempo, levando várias famílias desesperadas por fazerem face a contas urgentes a recorrer aos seus préstimos.

Por outro lado, tem como grande desvantagem a sua Taxa Anual Equivalente (TAE), que costuma variar entre os 20% e os 30%. A TAE é uma taxa utilizada para medir os empréstimos e poder compara-los em condições semelhantes de forma rápida e simples. É o equivalente bancário às etiquetas do preço das frutas no supermercado, que indicam o valor por quilograma. Ou seja, no supermercado podemos comparar o preço por quilo da fruta para perceber qual a mais barata, enquanto que no banco o mesmo pode ser feito, salvo as devidas distâncias, com a TAE. Isto significa que, no caso dos créditos urgentes, a TAE costuma ser sempre muito mais alta que os empréstimos normais nos bancos, mesmo ao não cobrarem comissão de abertura.

Supostamente, esta taxa é mais elevada nestes créditos devido aos custos com a propaganda na televisão. Estes créditos recorrem a um marketing agressivo, especialmente nos anúncios televisivos, e essa publicidade é cara, acabando por se repercutir nos valores da TAE. Além disso, como são empréstimos de risco, em que não verificam a capacidade financeira de liquidação do cliente, isso também se reflecte nesse valor elevado.


Não deve no entanto temer qualquer perigo por parte destes créditos, uma vez que a actividade dos empréstimos 24 horas são totalmente legais, estando essas entidades devidamente registadas no Banco de Portugal, de acordo com a lei em vigor. Mas mesmo assim, só deverá recorrer a esta solução quando necessita mesmo do dinheiro de forma urgente e o seu banco não lhe concede um crédito pessoal 24 horas. Deve ter em conta que esta é sempre uma solução a curto prazo e nunca a longo prazo, que na maior parte das vezes só serve para adiar o problema e não resolver. É que ao contrair um empréstimo destes estará a dar resposta a uma dívida, mas a a abrir outra em outro lado. Assim, pondere bem todos os prós e contras antes de recorrer a um crédito urgente.