Nao consigo pagar o crédito / empréstimo- O que fazer?

A actual crise financeira e económica que atingiu o mundo ocidental nos últimos anos tem levado a várias situações de incumprimento no pagamento de créditos ou rendas. As razões são variadas, mas todas elas estão relacionadas de forma mais ou menos directa a essa crise: o aumento do desemprego, a inflação, o aumento dos preços, o crescimento das taxas de juro, etc. Basta ver os números oficiais para termos uma ideia desse retrato. No último ano, em Portugal, cerca de 160 famílias tinham atrasos no pagamento da mensalidade do crédito ao banco e 1 em cada 3 portugueses confessava que o seu rendimento mensal não chega para todas as despesas até ao final do mês.
A culpa foi da sociedade consumiste, que durante anos apregoou  a máxima do "compre agora e pague depois". No entanto, não vale a pena chorar sobre o leite derramado. Existem antes várias formas de tentar resolver esses problemas bancários de incumprimentos. O mais importante é reconhecer e assumir o problema. De nada vale procurar esconde-lo ou empurra-lo para a frente com a barriga, uma vez que, mais cedo ou mais tarde, ele o vai apanhar. Além disso, deve evitar a todo o custo contrair novos empréstimos para pagar outros créditos. Essa é uma solução apenas a curto prazo, que nada resolve, uma vez que apenas estará a aumentar a sua dívida contraída.

Do ponto de vista legal, as pessoas singulares podem recorrer ao Processo Extrajudicial de Revitalização, conhecido simplesmente pelas iniciais PER, ou mesmo pedir a exoneração do passivo restante - ou seja, o perdão das dívidas. No entanto, estes são processos morosos e altamente burocráticos, que nem sempre valem a pena. Corte ainda nos cartões de crédito. Utilize preferivelmente dinheiro, que assim terá maior noção das suas dívidas e do seu dinheiro disponível.

A primeira opção importante é procurar renegociar crédito com o banco, procurando alcançar um novo entendimento mais vantajoso para si e, acima de tudo, mais realista. É de todo o interesse da instituição bancária proceder a essa renegociação, uma vez que preferirá ter um cliente a pagar a sua dívida do que a entrar em incumprimento.

Depois reavalie a sua vida quotidiana. Elimine todos os gastos supérfluos, como refeições no restaurante, saídas à noite todos os fins-de-semana e gastos excessivos em cigarros ou bebidas alcoólicas. Caso seja necessário, não tenha problemas em cancelar o seu contrato com a televisão por cabo ou a assinatura mensal de revistas. E que tal encostar o carro à porta de casa e utilizar os transportes públicos? É que o combustível está caríssimo!
Faça um exercício: contabilize todas as despesas mensais que tem, aquelas que não pode contornar. Ou seja, a renda de casa, a despesa da água, a da electricidade, o gás… Subtraia esse total ao seu rendimento mensal. O valor que sobrar é aquele que vai ter para gastar durante o mês nas suas coisas. Todo aquele que conseguir poupar aproveite apara abater desde logo as suas dívidas.


Se mesmo assim isto não for suficiente, não desespere. Pondere trocar de casa por uma com a renda mais baixa, pense em vender o carro… Acima de tudo, mantenha uma atitude responsável e sensata. Seja inteligente nos gastos e acredite que melhores dias vão vir. E, acima de tudo, aja! Porque só querer não paga dívidas.

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