Como avaliar o grau de endividamento?

Uma pessoa endividada, é alguém que tem um ou mais créditos e a sua taxa de esforço é de tal modo elevada que está iminente de entrar em incumprimento bancário, ou em casos mais graves, já entrou em incumprimento, estando assim o seu nome sujo no Banco de Portugal.

Estar na iminência de incumprimento ou já estar em incumprimento, é uma grande diferença na altura de resolver o seu problema e mais à frente já vai perceber o porquê de estarmos a referir este ponto específico.


Quais os graus de endividamento?

Existem 3 graus de endividamento e cada uma delas com soluções específicas.

1) Endividado com um ou mais créditos pessoais mas sem incumprimento bancário.

Numa família em que esteja enquadrada neste caso, a consolidação de créditos é possível e recomendada, isto porque , junta todos os créditos num só, diminuindo drasticamente a taxa de esforço mensal, deixando assim de estar na iminência de entrar em incumprimento caso acontecesse algum imprevisto financeiro.

Na consolidação de créditos, o banco ou financeira, paga todos os seus créditos que você tenha, ficando assim com uma única prestação a um único credor.

2    2) Endividado com um ou mais créditos mas com incumprimento bancário
Neste caso, infelizmente por constar o seu incumprimento no mapa de responsabilidades do Banco de Portugal, nenhum banco ou financeira, lhe consolidará os seus créditos, a não ser em rarissímas exeções em que alguns bancos fazem a consolidação mas com a contrapartida de uma boa garantia de forma a salvaguardarem-se de um incumprimento  futuro.

Quando se entra em incumprimento bancário e a informação fica a constar no Banco de Portugal, os bancos/financeiras antes de lhe darem a aprovação do seu pedido de crédito, consultam a base de dados do Banco de Portugal e é ai que vêm que você está como cliente de risco por estar em incumprimento bancário com uma ou mais instituições financeiras.

3    2)Endividado com incumprimento bancários e sem garantia para consolidação de créditos.
Este sem dúvida é que os casos mais extremos! Infelizmente nestes casos a unica solução passa pela insolvência pessoal em que existe de duas formas:


Plano de Pagamentos

É apresentado um plano de pagamentos que tem que ser aprovado no tribunal, e nele consta as condições que o insolvente tem para que possa honrar os seus compromissos perante os credores de forma a não entrar novamente em incumprimento e sem que esteja com uma taxa de esforço muito elevada, para que naturalmente possa ter dinheiro para outras despesas mensais.

Num plano de pagamentos pode existir uma redução significativa da dívida, ou até em alguns casos o perdão parcial ou total, tudo dependerá de caso a caso.

Exoneração do passivo restante

Neste caso o insolvente pede a exoneração do passivo restante, que consiste que o seu património fique arrestado para ser leiloado e o valor abatido na massa insolvente, contudo após 5 anos, o mesmo ficará sem qualquer dívida.

Quem pede a exoneração do passivo restante, é quem não tem qualquer condição para pagar as suas dívidas e nem sequer qualquer hipótese de apresentar um plano de pagamentos.

Apesar de ser duro perder os seus bens e estar condicionado pela vigilância de um administrador de insolvência que irá gerir esse seu património, é simplesmente a única solução nestes casos e serve de esperança após 5 anos poder recomeçar a sua vida livre de qualquer dívida, penhora e desconforto de saber que está endividado.


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